A Solidão Em Tanto Espaço: Somos Poeira Ordinária ☆

A Solidão Em Tanto Espaço: Somos Poeira Ordinária


Quando criança, lá para meus quatros anos de idade, eu tinha   muitas ideias de profissão que iria seguir, o que é um post a parte, mas eu pensei muito em ser astronauta. Ser o Homem das Estrelas esperando no alto, o astronauta de mármore. Entretanto, que só de pensar em ver o tamanho real da Terra, sua totalidade e toda a escuridão do espaço me causava pânico, ansiedade, bem ate hoje e nesse exato momento que escrevo isso. O vazio obscuro do espaço ressaltando a solidão profunda que sentia, ver esse espaço não ocupado, me fazia perder o fôlego, então desistir da profissão - não que fosse possível.

 Durante minha infância toda, não havia uma noite que tinha pesadelos - novamente um tópico a parte - e um dos meus recorrentes que eu tinha até durante o dia e de olhos abertos era cair em Júpiter, um planeta gasoso, eu não tinha superfície sólida para pisar, caia internamente e via o interior do planeta, enorme, sua mancha é uma tempestade que é maior o nosso planeta, é assustador cair eternamente. Mesmo assim, sempre foi meu planeta favorito. A estrela que não teve massa o suficiente para ser uma Estrela, e é chamada de anã marrom.

Ainda tenho esses pavores de vez em quando, ano passado nessa mesma época eu vi tanto vídeos de buracos negros que eu sentia meu corpo ser atraído pela iminente espaguetificação, estar ultrapassando o horizonte de eventos. Era aterrorizante pensar no TON 618 e imaginar como seria ver aquela monstruosidade a olho nu. Estou com medo só de pensar, de ser teletransportado do nada. A mente humana tem como medo comum enfrentar o desconhecido, algo que não certeza, mas buracos negros são literalmente um mistério, um medo que eu tenho muito, na realidade tenho muitos medos, incluído o que corpos celestes agravam, como a solidão e a megalofobia.

O terror de ver como o resto de todo o cosmo é extraordinariamente gigantesco e como somos no mínimo grãos dos grãos de areias em um emaranhado de infinito à décima potência e como nós nunca seremos importantes de verdade. Podemos ser homicidas, presidentes, idiotas famosos, podem estudar nossos nomes nas escolas, mas no fim, no máximo, você será importante na Terra, pro o universo somos milissegundos, a raça humana será extinta, o sol engolirá tudo, entrar em supernova e se virará uma anã branca e ninguém se lembrará do seu nome. Isso me deixa deprimido, pensar que nada no fim importará, mas toda vez que estou preste a uma crie de pânico eu lembro que sou poeira cósmica e nada realmente importa e ninguém se lembrará isso me acalma. E é como a Lana Del Rey disse: You and I, We Are Born To Die



Então não se preocupe em decepcionar alguém por viver a vida como quer, não deixe de tentar algo novo por vergonha. Somos todos ordinários, temporários e mortais, viva intensamente de sua forma e espero que você se cuide para não acabar caindo sem querer em um buraco negro.



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