Quando Não Conseguimos Dormir A Noite Viramos Animais Noturnos
Quando Não Conseguimos Dormir A Noite Viramos
Animais Noturnos
Filme de 2016, dirigido e escrito por Tom Ford - o estilista - inspirado por um conto de mesmo nome. Estrelado por Amy Adams e Jake Gyllenhaal,que são um ex casal, Susan e Edward que estão separados há quase duas décadas, Susan que já é casada recebe um manuscrito de seu próximo livro "Animais Noturno" dedicado à ela.O longa é divido em
três passagens de tempo. Passado: década de 90, onde Ed e Sus estão
juntos. Presente: meio da década de 10 quando a personagem de Adams
recebe o livro. Livro: a história presente do livro o perosagem de
Gyllenhaal envia.
E em minha opinião, e também a de pessoas que comentaram mas principalmente o filme tem como temas centrais: vingança, culpa e as imposições colocas em alguém - a ultima que eu acredito mais. O nome do livro era o apelido que Susan recebia de seu ex, por apresentar um quadro de insônia desde sempre. No tempo presente ela vive um casamento infeliz, com um marido à beira da falência e distante, solitária e sofrendo privação de sono. O filme começa com uma amostra de arte, onde mulheres obesas dançam nuas em vitrines onde as pessoas as vêm. Um prelúdio, de como Susan, uma sem liberdade, enquanto mulheres fora do padrão de beleza expõe seu corpo sem nenhuma chance de esconde-lo, mostrando sua real natureza, Susan fala que não gostou da exposição, por não ser livre.
Susan é uma curadora e negociadora de arte, tendo sua própria galeria em L.A, após mais uma viagem de seu marido, ela mergulha no livro e em seus próprios pensamentos sobre seu passado. No livro, Antony Hastings vai viajar com sua esposa e filha, respectivamente, Laura e India, a jovem filha do casal fala pro pai que quer viajar a noite e o mesmo cede. Na estrada do Texas, a família sofre na mão de um grupo de bandidos que os tortura psicologicamente, dizendo que o carro dos Hastings havia causado um acidente com o carros dos bandidos. O pai da família é incapaz de enfrentar um deles, quem dirá os três. No fim eles separam o pai do resto, largam o pai numa estrada de chão deserta, depois os três o procuram mas não acham. Dia seguinte após horas caminhando, depois de ir à polícia e dormir um pouco, é encontrado os corpos de India e Laura. Nesse ponto, Tony é consumido pela depressão, e o detetive carrancudo que cuida de seu caso o faz querer vingança, e juntos vão procurar os assassinos.
Susan sofrendo com insônia começa a alucinar, repensa suas ações e manda um e-mail para Ed que a convida para jantar. Ela relembra como conheceu Edward, eles estudaram juntos em Hastings, Nebraska, e Ed era amigo de seu irmão, conhecendo a família de Susan já. Se reencontrando em NY, ela vai fazer pós em História da Arte e ele pensa em escrever seu livro. O tempo todo Ed fala como ela criativa e como ela deveria investir em ser uma artista. Mas como sabemos no futuro, ela vende a arte, não faz. Susan conversa com sua mãe uma socialite burguesa que diz que ele não serve como seu marido, por ser sem ambição, vir de classe social mais baixa e ser FRACO, e que todas as qualidades dele de agora serão seu futuro ódio. Ela fala que prefere esse homem que não é rico, sensível e humano. E não da outra, em meio de discussões ela fala para ele arrumar um emprego, diz que ela é infeliz com ele, e ele termina uma frase sua como se ela fosse o chamar de fraco. Susan conhece seu atual marido, e faz um aborto de Edward.
VINGANÇA
Hastings, onde se conheceram e sobrenome do casal fictício. Tony é Edward, fraco, permissivo, omisso. A morte de Laura, é a morte é a morte da Susan que ele conheceu. A morte da filha, é a criança que eles poderiam ter tido. O detetive amargurado que leva Tony a querer se vingar, é a consistência de Edward que o chama a ação, para se vingar de Susan e da dor que ela o causou. E o assassino principal? É Susan, como sua nova versão, que assassina sua esposa e sua filha, que as estupra por o chamarem de estuprador, pois se o chamam de algo que não são ele faz, ele age dessa forma. Como quando Edward e a mãe de Susan dizem que ela é parecida com sua mãe, ela reluta dizendo que nunca seria como ela, depois age como ela e se torna uma burguesa. No fim do livro, o detetive, o assassino e protagonista morrem. A morte de Tony simboliza como o fim da antiga versão de Ed.
Susan se arruma para o jantar com Ed, coloca o batom mas o tira, é interessante notar que no passado, sua usava seu cabelo ondulado natural, no presente, ela o alisa e sempre está de batom, o retirando mostra como ela está conectada com seu passado e como deseja parecer menos burguesa. Chegando lá, Edward atrasa de chegar, e aos poucos Susan percebe que ele não vai vir.
O que eu quero dizer após esse longo resumo são três coisas.
O que eu quero dizer após esse longo resumo são três coisas.
A primeira é como podemos ser hipócritas e suscetíveis a opinião alheia, as imposições antes citadas. Susan fala que quer um marido amoroso, que seja sentimental com ela, que não precisa de muitos luxos na vida. Ela trai seu marido com um homem que vai te dar muitos luxos. Ela vai ter uma galeria enorme, uma mansão luxuosa, mas do que vale? Com um marido à beira da falência,, que mente e à trai, que não se preocupa com os distúrbios da esposa, que é evasivo, e de qualquer forma ele também faz ela infeliz. O tempo passa e a necessidades também, vontades também. E deve-se lembrar que Susan veio de uma origem burguesa tradicional, tudo que faz é continuar sofrendo com as imposições e tenta se encaixar nesse estilo de vida esnobe onde foi inserida. Somos todos seres hipócritas por sermos seres que vivem em constante mudança ao longo dos segundos. Tony, o símbolo do covarde Edward como era chamado, não tem uma forte opinião e vive de ideias alheias, a viagem noturna é sua filha que insiste, sair do carro são os bandidos que mandam e ele obedece, ir atrás de vingança é detetive que coloca lenha em sua fogueira. As imposições em Tony são responsáveis por suas ações.
A segunda é uma duvida interna minha, quando não conseguimos dormir a noite nos tornamos Animais Noturnos? "São considerados animais noturnos aqueles que se apresentam ativos durante a noite e que repousam durante o dia" diz um site, Susan não seria um animal noturno, pois nem o tempo diurno ela descansa, acredito que se eu fosse comparar com animal seria um tubarão. Durante a pandemia eu me tornei um bicho noturno, normalmente acordando meio dia e indo dormir oito da manhã. Mas o animal noturno que eu me refiro é aquele que não consegue dormir por diversos motivos. Um motivo de Susan seja a culpa de magoar Edward, arrependimento pela vida de performance, como se ela fosse uma peça central em uma exposição de arte. No meu caso estar preso em seus próprios pensamentos, afogando em seu próprio cérebro, não conseguindo ouvir nada por ter muitas falando, como se fossem inúmeras abas de um navegador abertas ao mesmo tempo e querer arrancar o cérebro para tentar descansar, por isso criei esse blog, para externalizar meus pensamentos como tentativa de conseguir sair de minha mente, como se fosse minha Penseira.








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